13.1.09

Eu, você e o meio


Há algumas semanas assisti 'O Show de Truman' (É... estou atrasado, mas valeu a demora) estou lendo algumas críticas do filme e em todas elas vejo críticas ao 'sitema'(sistema? nunca sei exatamente o que pensar quando leio isso), ao capitalismo, a crítica ao controle de massas pelos meio de comunicação, temas interessantíssimos mas que eu não tenho cacife pra falar... (quem tiver mais interessado pode ler algumas coisas aqui ou aqui). Pessoalmente fiquei muito impressionado com o filme, a história é fantástica e a idéia do filme é absurdamente simples e encantadora. Mas afinal de contas porque eu estou aqui falando sobre esse filme?! O que O show de truman despertou em mim foi um questionamento de adaptação ao ambiente, como será a relação da personalidade de uma pessoa com o ambiente onde ela vive ou foi criada?!
Há muito(numa aula de filosifia do 1º ano) tempo atrás fomos colocados frente à seguinte pergunta:
O ser humano nasce com uma personalidade/gênio/comportamento, ou essas características são moldadas de acordo meio em que ele vive?! Não tenho uma resposta final e decisiva pra isso e é provável que existam verdadeiros tratados sobre o tema.
Eu acredito que as duas coisas aconteçam, que de certa maneira nascemos com a nossa 'essência embutida' e que no decorrer da nossa vida, com as nossas experiências e o ambiente que nos cerca a nossa essência é moldada de um jeito ou de outro, mas que certas características são intrinsecas a cada pessoa independente do meio onde ela foi criada e/ou vive.
No caso de Truman a sua personalidade pacata, rotineira, e sem muito estômago para aventuras é moldada desde quando ele é um garoto, mas no fundo ele ainda guarda um espírito corajoso, insistente, e curioso que apesar de toda a sua 'criação' ainda faz parte da essência do personagem.
Bem... eu só queria jogar a semente... esse papo da pano pra manga e muitas boas conversas, espero que elas apareçam por aqui :-D



"...And in case I don't see you, good afternoon, good evening and good night!"


5 comentários:

Marco Antônio disse...

Creio eu que o ser cárater do ser humano é formado por crenças e valores. Quer um exemplo simples? Terroristas desde criança são orientados a se prepararem para um dia prender uma bomba ao seu corpo e explodi-la em uma feira livre ou onde quer que seja. O que você pensa disso? Vai para o inferno? Vai pagar em outra vida? Vai ir para um harém cheio de mulheres? Isso são crenças e valores. Porém como você disse, cada pessoa tem uma índole, tem uma característica única, tem algo que só ela tem. Não são todas as pessoas que moram em favela que viram traficantes. Mas no geral creio que o ser humano é o que ele pensa ou o que o ensinaram a pensar; ele é sua crença e seus valores; valores ensinados por outras pessoas e carregados pela vida inteira; valores ensinados por outras pessoas e modificados para uma adequação à fases da vida. Ele é um aglomerado de pensamentos, instintos, crenças, ações, índole, características absorvidas do meio e influências.

Thiago Leite disse...

Nunca havia pensado nesse aspecto do filme. Interessante.

Truman é como Neo e Lauren é como Trinity. Todos no Show de Truman estão alienados, imersos em ilusão, mas só Truman tem o ímpeto de se libertar de sua prisão.

Ele é não só o true man, símbolo do ser humano real, alheio à realidade ocultada pelas crenças que aprendeu desde criança, mas também, com a ajuda do amor verdadeiro de Sylvia, em contraste com o amor encenado por Meryl, encontra forças para sua viagem rumo ao horizonte, que ele acaba tocando (essa cena é impressionante!), de forma semelhante ao amor de Trinity por Neo, que o desperta para quem ele realmente é.

Igor disse...

Acho este filme fantástico! Genial! Genial! =)
E também não estou apto para grandes análises, mas acredito que o ser humano carrega uma bagagem da nascença, que permite ainda certa independencia do meio.. mas não que a influencia dele possa ser desconsiderada, de forma alguma. Mas acredito que um ser humano empenhado em alguma tarefa, ou mudança de sua realidade, poderá sim fazê-lo, independente de quem seja.
Belo questionamento como sempre Samuel. =)

Gabriela disse...

Noossaaa, você escreve bem heim? Nunca me questionei sobre esses assuntos.. Achei muito interessante!!!

Samuel disse...

;-)
Muito grato aqui por todas as visitas! Acho que não sou o único que pensa então desse jeito... Essas duas 'partes' do nosso ser devem ser consideradas, algo que trazemos conosco desde que nascemos e os valores que adquirimos através do meio em que vivemos, mas que eu acredito que podem também ser confrontados por nós mesmos... depende só de alguma força, seja ela interior ou exterior!

Grande abraço a todos!

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